A mulher, como o homem, é cheia de virtudes e defeitos, com iguais méritos e desvios de caráter.

 

Somente uma mentalidade misândrica é capaz de crer que toda mulher é santa, sem pecados, e todo homem é pecador, sem santidade.

 

Quando o assunto é violência doméstica, a lógica é igual. As mulheres, assim como os homens, agridem e matam, como também são vítimas, apanham ou morrem.

 

O que pode ser mais diferente, é que, em relação a homens, o número de maus-tratos psicológicos é muito superior ao dos físicos; na violência contra as mulheres, acontece o contrário: são as agressões físicas que predominam.

 

Há uma coisa que é feia de se dizer, mas é preciso dizer: é socialmente aceite que as mulheres sejam vítimas de violência doméstica, mas não é socialmente aceite que o mesmo aconteça a um homem. E isto é uma grande diferença!

 

A vergonha, o receio de achar que as pessoas não vão acreditar e se vão rir dele é muito forte, porque o homem é criado a acreditar que é mais forte e que estas coisas não lhe acontecem.

 

 

Eu tive uma relação tóxica, de largos anos, apaixonada e, ao mesmo tempo, dolorosa.

 

Um dia, depois de viver os ultimos anos da relação num clima de guerra psicológica, separamo-nos.

 

Depois? Seguiram-se as falsas denúncias de violência doméstica; a "nova moda"!

 

A metódica e premeditada estratégia materna, a arma mais utilizada na "guerra" pelos filhos, para afastar os progenitores e ganhar a guarda das crianças.

 

Acalmei, pensei, escrevi. Lutei! Muito! Estava em causa a verdade! E, lamentávelmente, a decisão sobre os próximos anos da vida do meu filho, também ele diáriamente agredido e com a infância irreparávelmente danificada por um enorme vazio de amor maternal.

 

Fui confrontado com uma tentativa, sem escrúpulos, de uma mãe ausente e agressiva (nas palavras e atos), de tentar anular a vontade deste e de o obrigar, pela via judicial, a "gostar" dela, simplesmente porque... sim! Porque é mãe e... o filho tem obrigação de amar a mãe, mesmo que esta claramente não lhe retribua tal sentimento diariamente.

 

Tive a "sorte" de ter acontecido numa fase em que o meu filho já pôde ser ouvido em Tribunal, onde este teve a grandeza, a maturidade, a coragem de dizer, sem gaguejar, perante a mãe, olhos nos olhos, aquilo que vivera, as ameaças, os insultos a que era constantemente sujeito. Afirmou o que queria. E, mais do que isso, o que não queria!

 

Demorou (muito menos do que julgava, confesso), mas fiz o luto. E de forma completa. Hoje, já compreendo o que vivi. E ainda me custa acreditar como deixei que tudo chegasse a tal ponto...

 

O que posso dizer sobre esta matéria?!

 

Simples: tenha coragem de dizer "BASTA!".

 

Faça-o! Não adie! E irá voltar a viver com algo bom e que já nem se recordava que existia:

 

PAZ e SOSSEGO!

 

sergio@sergiosoares.pt

www.averdadedamentira.pt

 

hit counter